30/11/09

that's life.

tenho que estudar, desparasitar o meu gato e ligar à maria

26/11/09

ódio.

- não percebes? Não quero desejar-te a pior sorte do Mundo.
Nunca quis.
Arrependo-me de ter ligado. Se não o tivesse feito a esta hora provavelmente já estaria a estudar.
Mas eu liguei. E o que disseste e o que não disseste ficou aqui a dançar desajeitadamente na minha cabeça. Desajeitadamente porque sentimentos menos positivos iam suscitando uma dança medonha à medida que estudava as tuas palavras e sobretudo os teus silêncios.
Estes sentimentos por sua vez foram exaltados com uma das maiores discussões que já tive com a minha mãe.
O que me leva novamente ao quarto..e a ti.
E cresce um sentimento horrível, encho-me de uma vontade isecrável de magoar alguém, de deitar abaixo, de fazer chorar, de calar, e acima de tudo de fazer alguém odiar toda esta maldade minha. Porque eu não a odeio. Eu uso-a.

E é por isso que te disse que te odeio, porque eu nao me posso odiar a mim.


Marta Matos

http://planeta-meu.blogspot.com/

Não me interessa mais o mundo lá fora. Agora, sou eu que faço o meu próprio mundo. Vou querer música indie, momentos importantes, sonhos talentosos, chá de limão, beijinhos, e uma história para adormecer, todos os dias.

24/11/09

Grey's Anathomy - GOODBYE

grief may be a thing we all have in common. but it looks different on everyone.
it isn't just death we have to grief. it's loss. it's change.
and, when we wonder why it has to suck so much sometimes, has to hurt so bad, the thing we got to remember is that it can turn on dime.
that's how you stay alive. when it hurts so much you can't breathe, that's how you survive.
(...)
grief comes in it's own time for everyone. in it's own way. so the best we can do. the best anyone can do. is try for honesty.
the really crappy thing, the very worst part of grief, is that you can't control it. the best we can do is try to let ourselves heal it when it comes. and let it go, when we can.
the very worst part is that the minute you think you've passed it, it starts all over again. and always, everytime, it takes your breathe away.
there are five stages of grief. they look different on all of us, but there are always five.

denial.
anger.
bargaining.
depression.
acceptance.



posted by ines aires (deu trabalho, e pode ter erros.. escrevi enquanto tava a ouvir na televisao)

23/11/09

desculpem mas.. n resisti

SE gostaram de tropical 2000 assim a seco (videoclip bem bom aí postado mais para o mês de outubro) vejam aqui, c comentarios de Nuno Markl: http://espaco99.posterous.com/tropical-2000-menina-namora-comigo

vale muito mais a pena

IA

22/11/09

detesto

ter de escolher palavras. ter de ter cuidado.

m.matos

19/11/09

desculpa marta, nao encontro o modelo que tinhamos antes..

Miguel Esteves Cardoso (in Jornal Independente) - posted by IA

(eu sei que é grande, eu nem o ia ler.. mas quando li gostei tanto! tive que publicar. mesmo que ninguem o leia (ou sinta), tal como eu.)

COMO é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa que se precisa já não está lá?
As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer-se devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer as maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!
É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos imediatos em que ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso primeiro aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moínha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados, se tivessem apenas o peso que têm em si; isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Porque é nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas que amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu Amor. E a felicidade. A felicidade faz-nos sentir pena e culpa de não podermos partilhar. É por estarmos de uma forma ou de outra sozinhos que a saudade é maior.

Mas o mais difícil de aceitar é que há lembranças e amores que necessitam do afastamento para poderem continuar. Afonso Lopes Vieira dizia que Portugal estava tão mal que era preciso exilar-se para poder continuar a amar a pátria dele. Deixar de vê-la para ter vontade de a ver. Às vezes a presença do objecto amado provoca a interrupção do amor. É complicado o curto-circuito, o encurralamento, a contradição que está ali presente, ali, na cara do coração, impedindo-o de continuar.

As pessoas nunca deviam de morrer, nem deixar de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam-se e separam-se e esquecem-se. Custa aceitar que os mais velhos, que nos deram vida, tenham de dar a vida para poderem continuar vivos dentro de nós. Mas é preciso aceitar. É preciso aceitar. É preciso sofrer, dar uns murros na mesa, não perceber. E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração. Perderíamos a religiosidade, a paciência, a humanidade até.
Há uma presença interior, uma continuação em nós de quem desapareceu, que se ressente do confronto com a presença exterior. É por isso que nunca se deve voltar a um sítio onde se tenha sido feliz. Todas as cidades se tornam realmente feias, fisicamente piores à medida que se enraízam e alindam na memória que guardamos delas no coração. Regressar é fazer mal ao que se guardou.
Uma saudade cuida-se. Nos casos mais tristes separa-se da pessoa que a causou. Continuar com ela, ou apenas vê-la pode desfazer e destruir a beleza do sentimento, as pessoas que se amam mas não se dão bem só conseguem amar-se quando não se dão.
Mas como esquecer? Como acabar com aquela dor? É preciso paciência. É preciso sofrer. É preciso aguentar.
Há grandeza no sentimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio do remoinho de erros que nos revolve as entranhas, da raiva, do ressentimento, do rancor – temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor.
As pessoas morrem, magoam-se, separam-se, abandonam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades. Para esquecê-las, é preciso chorá-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta reparar em como ainda temos esperanças de contorná-la. Nos uivos das mulheres nas praias da Nazaré não há – histeria – nem ignorância – nem fingimento –
Há a verdade que nós os modernos, os tranquilizados, os cools, os cobardes, os armados em livres e independentes, os tanto-me-fazes, os anestesiados, temos medo de enfrentar.
Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas nas Caraíbas, livros de poesia – só há lembranças, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar o fôlego.
Esta dor tem de ser aguentada e bem sofrida com paciência e fortaleza. Ir a correr para debaixo das saias de quem for é uma reacção natural, mas não serve de nada e faz pouco de nós próprios. A mágoa é um estado natural. Tem o seu tempo e o seu estilo. Tem até uma estranha beleza. Nós somos feitos para aguentar com ela.
Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amamos, de nos vingar-mos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, de lhe compormos redondilhas, mas tudo isto não tem mal. Nem faz bem nenhum. Tudo isto conta como lembrança, tudo isto conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste inexterminável, barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar.
O que é preciso é igualar a intensidade do amor a quem se ama e a quem se perdeu. Para esquecer, é preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar tempo, dar dor, dar com a cabeça nas paredes, dar sangue, dar um pedacinho de carne.
E mesmo assim, mesmo magoando, mesmo sofrendo, mesmo conseguindo guardar na alma o que os braços já não conseguem agarrar, mesmo esperando, mesmo aguentando como um homem, mesmo passando os dias vestido de preto, aos soluços, dobrado sobre a areia da Nazaré, mesmo com muita paciência e muita má vontade, mesmo assim é possível que não se consiga esquecer nem um bocadinho.
Quanto mais fácil amar e lembrar alguém – uma mãe, um filho, um grande amor – mais fácil deixar de amá-lo e esquecê-lo. Raio de sorte o lindeza, miséria suprema do amor. Pode esquecer-se quem nos vem à lembrança, aqueles de quem nos lembramos de vez em quando, com dor ou alegria, tanto faz, com tempo e com paciência, aqueles que amámos com paciência, aqueles que amámos sinceramente, que partiram e nos deixaram, vazios de mãos e cheios de saudades.
E quando alguém está sempre presente? Quando é tarde. Quando já não se aguenta mais. Quando já é tarde para voltar a trás, percebe-se que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar. Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar? Aí, está o sofrimento maior de todos. O luto verdadeiro. Aí está a maior das felicidades.

18/11/09

inêsmirandamartinsdacostaaires

A incerteza faz-me um bem que eu não sei explicar

Faz hoje 3 anos

Dei um salto ao perfil do blogue e parece que faz hoje três anos. O que me faz pensar em tudo o que mudou desde o primeiro post até ao último. E foi tanto.
Sou pessoa do passado, oui. Não é orgulho porém, não é defeito também. Este blogue é uma necessidade, várias até. É a necessidade de poder estar connected contigo :)
É a necessidade de manter o que sinto vivo fora de mim, porque sinceramente, às vezes quando o partilho pessoalmente é como tirar devagar um fio que mexe da minha cabeça, dar ao outro e esperar que ele faça algo que me agrade com aquilo. é horrivel aperceber-me que o que partilhei morreu, e o fio parou de mexer nas mãos dele.

Lembro-me de um bago de arroz anti-social que queria viver à margem da comunidade do empadão de atum, sem auto-estima e prestes a cometer o suícidio com uma breve queda da borda do prato. Ahahah...
(agora ia bem um "Bons e velhos tempos...", mas quero evitar ser prevísivel, o que em boa verdade me leva a ser ainda mais prevísivel)

(acabei)

Marta

16/11/09

IA

sinto tudo demasiado.
(pus um rascunho, nao tenho coragem de o publicar)

12/11/09

Regina Spektor

No, this is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took

And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else's heart
Pumping someone else's blood

11/11/09

BlogMakeoverByInesAires

foto de THOMAS PAQUET - http://www.thomas-paquet.com/

10/11/09

Quero descobrir o outro lado das relações, quero deixar de gostar de alguem sem razao (ou com uma razao estupida, na realidade nem sei bem como funciona, mas acho que tudo deve ter alguma razao). quero perceber se este lado em que encalho sempre justifica alguma coisa, quero saber se a outra pessoa merece ser odiada, quero saber se o outro lado é melhor, quero saber se venho sempre aqui parar numa de 50/50 ou se nasci para calhar aqui. pela ordem das coisas, cada um deve ter um lado programado para calhar, deve ser da minha personalidade. quero deixar de me apaixonar deste lado

Inês
originalidade é isso? mas és tão comum como os outros todos, pensas da mesma forma, escreves da mesma forma, comes da mesma forma, tens a mesma arrogância, a mesma vontade de magoar, o mesmo desejo de triunfo. e quem és tu que me distingue o certo do errado dessa forma prepotente? ninguém, anonimo. cada um vive a realidade que quer e eu vivo a minha. ponho aqui o que eu quiser, se quiser copiar um excerto apanhado algures, seja. ainda que copiar seja diferente de buscar inspiração. coisa que nunca neguei, coisa que não sei onde foste arrancar à força. ponho aqui o que eu quiser e aceito críticas construtivas mas detesto críticas destrutivas. nunca soube lidar com essas. tenho que aprender a fingir, é importante na vida saber fingir porque é dificil ser eu a toda a hora, sofrem-se represálias. e eu ainda nao aprendi. sinto-me estúpida aqui a trocr ideias pejadas de raiva com um anónimo que se diverte comigo.
não me incutas o que achas que está certo ou errado porque não me representas nada, nao te associo a nada, não me és ninguém.

MM

Zzzz

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos"


Gosto. Mas estou em standby há demasiado tempo.

MM

08/11/09

P.L.


Assim me vejo

Mal me despejo

Junto e sozinho

Passo com um bocejo.



(MarMaCaMa)

03/11/09

É engraçado. Quando se namora com alguém é como se tirássemos um longo curso sobre quem aquela pessoa é. E então acaba, e temos tanto conhecimento inutil. É o equivalente emocional de um Mestrado em Latim.

IA