Descobri hoje porque é que tenho medo. Era bem obvio, e no fundo eu sempre soube, mas tenho tendência a não ligar ao que me vai no fundo da alma.
Estou aterrada, desfeita, mas sem motivo (aparente).
Tenho o que queria (há algum tempo) e até custou chegar aqui, mas... quanto mais tenho, mais custa. E ter medo sugou-me toda a felicidade que eu deveria sentir e substituiu-a lentamente por pedaços vazios de tristeza e desconfiança.
O medo impede-me de desfrutar das memórias, mas não do momento. Enquanto assim for, menos mal. Só temo que o medo me invada de tal maneira (e por este andar não falta assim tanto) que eu deixe de viver o momento e tudo acabe. Tudo o que eu queria.
Não me sabia tão fraca e medrosa.
Inês