Esta foi a mensagem que tive o privilégio de receber antes de entrar no carro com a mala de viagem "prática" que a minha mãe me ofereceu, de uma inutilidade que não tem descrição.. Chamam-lhe trolley e devia servir tanto para levar às costas como para usufruir das duas rodinhas de que dispõe. Acontece que a mochila deve ter sido desenhada por... por.. Alguém. Estúpido de preferência.
Quando a ponho às costas, a parte de baixo roça-me as nalgas e magoa. Tenho quase que fazer uns 90º para não me estatelar no chão com o peso!
Quando a levo pelo chão, acabo por não fazer uso das rodas. não têm estabilidade nenhuma! e então ando com a mochilona a arrastar aos tropeções pelo chão.
A pior altura para chamar as atenções é ao passar a estrada, quando vamos para atravessar a passadeira. E é nessa altura que mochila lá dá três cambalhotas, o resultado, para quem está de fora, é agradável. desperta sorrisos. Para mim nem por isso. Lembra-me quando uma vez saí do carro numa manhã fria, tinha o gorro no colo e quando saí, caiu no meio da estrada molhada. Quando cheguei ao portão fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa. Algo que há dois minutos atrás tinha.
AH! O gorro! Corri até ao carro, já no fundo da rua abri a porta e espreitei o assento ainda quente. "o meu gorro?". "não está aqui".
oh! Lancei um olhar à estrada e lá estava ele...todo enrodilhado, feito numa bola de roupa abandonada..daquela que às vezes se vê no chão da rua. suja. nem parecia ser o meu (coitado).
Depois disso, levei-o umas vezes ao psicólogo mas nunca voltou a ser o mesmo..
Este foi TODO ELE, um post maravilhoso dedicado ao que menos importa na vida, mas é como o café no frasco da vida, há sempre tempo, há sempre oportunidade, e há sempre vontade.
(entendem?)
marta