Pediram-me que levasse um objecto pessoal que representasse algo para mim. Uma pessoa, uma experiência, um sentimento.
A princípio procurei um objecto que fosse intemporal, um objecto cujo significado não se deteriorizasse com o tempo, um objecto que independentemente dos anos e meses mantivesse as mesmas lembranças, o mesmo sentido.
Depois percebi que não há nenhum objecto capaz de guardar as mesmas lembranças durante tanto tempo. Porque as lembranças e os sentidos que damos às coisas também se modificam, transformam-se, eventualmente.. perdem-se.
Nada é permanente.
Por isso peguei no objecto que mais me diz HOJE, porque AMANHÃ outro pode gritar mais alto e cativar os meus olhos.
Por isso peguei em algo cor-de-rosa.
Marta