03/06/10

Onde? Lá de longe onde toda a tristeza do mundo se esconde

"TU

Escrevo à parte de mim que me faz falta.
À parte que estará em parte incerta e que do todo vem vivendo separada sem nunca dele se apartar.

Vivo a memória do seu sabor e do seu cheiro. Abraço esta memória sem tempo que não sei quando começou mas que sei, nunca irá terminar.

Busco no incompleto o que me preenche.
O fim do meu principio que me move e não desisto de procurar.

Tu. És Tu. A parte, a memória o fim que me termina.

Amo-te."


- Como é que alguém casado há mais de 20 anos ainda sente tão fundo este sentimento difícil de sentir que é o amor? Não percebo. É tão difícil aceitar assim uma pessoa por inteiro quanto mais aceitá-la durante tanto tempo.
- Se fico contente? Claro que fico afinal quanto mais aguentarem um com o outro melhor. E que seja até ao fim se faz favor. Talvez a distância os deixe mais saudosistas, mais nostálgicos, mais poetas, ahah não a minha mãe poetisa não de certeza, a minha mãe é mais prática do que filosófica, aliás quando se tenta um tema esotérico com ela, começa-se a sentir algum desinteresse da sua parte porque o que ela quer realmente é falar de assuntos práticos, de economia, de gestão, das empresas, do preço do crude, da crise, de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável. Olha por falar em desenvolvimento sustentável sabiam que existem bicicletas desdobráveis, usam-nas para ir de casa até ao comboio ou metro e depois desdobram a bike e levam-na como se fosse uma mala.