11/10/10

Soem things are better left unknown, some thoughts too thick to think



Passou-se um tempo daqueles curtos quaisquer desde que escrevi um ultimo post e de repente cairam as saudades, como uma das malas que me esqueci de fazer (aquela dos livros provavelmente, queria tanto ter trazido todos os meus livros.. mas não havia como, às vezes não basta querer).
Vou ter tantas, mas tantas saudades. Por vezes não sei o que se passava na minha cabeça ao odiar faro. Eu sempre amei faro, mas há frases que são famosas por alguma razão e tu não sabes o que tens até que o perdes. E de repente eu não posso perder o ricardo nem a minha irmã nem o rafa nem a minha mãe e o meu gato e a minha cama e as minhas eternas gravações na zon. Não me sinto em casa para por coisas a gravar na televisão, entendem? Nem para por a roupa a lavar, nem para fazer exigencias, acrescentar o que eu gosto à lista de compras, ver os filmes que me apetece e por musica alto no quarto para cantar e dançar como louca. nem sequer gosto de escolher o canal...
Isto não é casa e isto não é familia. Não por falta de amor mas por falta de práctica.

Gosto de ter a casa cheia, montar as colunas na sala, escolher um jantar na bimby e deixar o cheiro a refogado penetrar pelas paredes, e a sangria e a nossa alegria.
Será que as alegrias se podem repetir? Como é que eu posso recriar alegrias, como é que eu posso recriar a calma nesta cidade? Onde está o amor?

Não sabes o que tens até que o perdes, mas também não sabes o que perdes até que isso chega. Espero que o segundo seja o meu caso