13/02/07

Antes de mais, devo avisar, que este poema não tem nada a ver com o do Diogo (A)

Poema da flor proibida:

Por detrás de cada flor
há um homem de chapéu de coco e sobrolho carregado

Podia estar á frente ou estar ao lado,
mas não, está colocado
exactamente por detrás da flor.
Também não está escondido nem dissimulado,
está dignamente especado
por detrás da flor.

Abro as narinas para respirar
o perfume da flor,
não de repente
(é claro) mas devagar,
a pouco e pouco,
com os olhos postos no chapéu de coco.

Ele ama-me. Defende-me com os seus carinhos,
protege-me com o seu amor.
Ele sabe que a flor pode ter espinhos,
ou tem mesmo,
ou já teve,
ou pode vir a ter,
e fica triste se me vê sofrer.

Transmito um pensamento à flor
sem mover a cabeça e sem olhar
De repente,
como um cão cínico arreganho o dente
e engulo-a sem mastigar.


Sem querer tirar qualquer tipo de protagonismo/direitos de autor, um poema de António Gedeão

So tenho a acrescentar, que voces, seres inferiores, talvez não percebam a essência deste tão bonito poema, mas se não gostam, também são escusados comentários do gènero "que estupidez" ou "por amor de deus" ou ainda "pá vão-se mas é lixar"..é isso mesmo, estão expressamente proibidos de...