28/07/10

Devaneios de Inês, numa tarde com mais calor do que o suportável

Alice riu:
- Não vale a pena tentar - disse ela - Não podemos acreditar em coisas impossíveis.
- Atrevo-me a dizer que não tens muita práctica - disse a Rainha - Quando tinha a tua idade fazia-o meia hora por dia. Ora, às vezes até acreditava em seis coisas impossíveis antes do pequeno-almoço.
Lewis Carrol, Do Outro Lado do Espelho
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Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo.
Voltaire, A Favor e Contra
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Eu não quero alcançar a imortalidade através da minha obra. Eu quero tornar-me imortal não morrendo.
Woody Allen, citado em Woody Allen e a Sua Comédia, de Eric Lax
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Uma das provas da imortalidade da alma é o facto de inúmeras pessoas acreditarem nela. Também acreditaram que o mundo era plano.
Mark Twain, Notebook
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Esta é a minha religião simples: Não são necessários templos; não é necessária uma filosofia complicada. O nosso cérebro, o nosso coração é o nosso templo; a filosofia é a generosidade.
Sua Santidade o 14º Dalai Lama

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E religião muitas vezes atrapalha os desígnios de Deus.
Bono, no National Prayer Breakfast, 2 de Fevereiro de 2006
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Há apenas duas maneiras de ver a vida. Uma delas é como se nada fosse um milagre. A outra é como se tudo fosse um milagre.
Albert Einstein
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in: Em Troca de Um Coração, de Joudi Picoult:
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- A enfermeira disse que teve um ataque. Lembra-se de mais alguma coisa?
- Lembro-me de pensar - disse Shay - que era assim que devia ser.
- O quê?
- Morrer.
Respirei fundo.
- Lembra-se de quando era pequeno, uma criança, e adormecia no carro? e alguém lhe pegava ao colo e o metia na cama, de forma que quando acordava de manhã, sabia automaticamente que estava outra vez em casa? É assim que eu acho que é morrer.


Apeteceu-me vestir um pijama de flanela numa noite de neve ee ligar o pisca para uma saída que sabemos que levará a casa.

(...) algo que só sabia por causa de uma disciplina de artes que tinha feito quando achava que estava apaixonada pelo professor assistente que nos dava aulas - um homem alto e anémico, de maçãs do rosto proeminentes, que vestia preto, cheirava a cigarros de cravinho e escrevia citações de Nietzsche nas costas da mão. Embora não me interessasse realmente por arte XVI, tive a melhor nota para tentar impressioná-lo - para descobrir que ele vivia com um namorado chamado Henry.



in: Harlekino, de Tessa de Lou
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Hassan foi ter com ele e tentou em vão acender um cigarro na concavidade da sua mão. Acabou por voltar a colocá-lo no maço e, depois disso, ambos ficaram a olhar em silêncio para a linha costeira da Europa, cada vez mais indefinida. O continente afastava-se com uma lentidão exasperante, como um amor desiludido que infelizmente não consegue deixar partir o seu amor.
- O que te lembra a Europa? - quis saber Said.
Hassan olhou-o de sobrolho franzido.
- A Europa... - Começou a tamborilar ritmicamente na amurada. - A terra prometida para muitos africanos, acho eu. E o que é ela para ti?
Said encolheu os ombros.
- Uma velha senhora carregada de adornos.
Hassan riu-se.
- E a cheirar a Chanel Nº 5, de certeza...


ps- amanha FACES, bora tentar conhecer o Jesus Luz :D (sou uma boa amiga de RP)