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Muitas vezes não sei porque faço coisas que escassos instantes antes eram a última das minhas vontades fazer. Mais tarde, pouco tempo mais tarde arrependo-me severamente da falta de discernimento, ou será que foi de abuso deste? Nunca hei-de saber porque comigo é sempre a mesma coisa, tenho três coisas dentro de mim: eu e dois bichos. Quando não sou eu, errante, sou um dos outros dois. Um deles é bom, é óptimo e ele adora-o, o outro é tenebroso, trevoado e traz consigo saco cheio de caras de rabo daquelas que ele detesta, mas ambos me despem de preconceitos, pudores e medos, são totalmente livres, sabem bem o que querem.
Ele chega-se à frente, eu ignoro e deixo a segunda criatura tomar conta de mim, vejo-me de braços no ar a barafustar com as estrelas enquanto ele calado observa o espectáculo, com o qual às vezes até se ri.. e por mais chateada que eu esteja na altura rio-me com ele.
Será possível?
Amo que o que sinta por ti seja mais forte do que eu.
Amo o que temos.