09/12/08
HEY !
ANDA CÁ. TENS 2 MINUTOS ? OU FAZEM-TE FALTA ? SABES O QUE FAZ REALMENTE FALTA ? MAIS LOUCURA. MAIS MALUCOS. NÃO OS "GRANDES MALUCOS" MAS OS VERDADEIROS E AS VERDADEIRAS. AQUELES QUE PERDEM TEMPO PARA FALAR COM OS POMBOS; QUE VÊM QUADROS ONDE OS OUTROS SÓ VÊM PAREDES; OS AVENTUREIROS E AS AVENTUREIRAS QUE ACREDITAM AINDA HAVER QUALQUER COISA NO FIM DO ARCO-ÍRIS. O VERDADEIRO PODER É TU DECIDIRES O MUNDO À TUA VOLTA; QUESIONAR O ESTABELECIDO, AS CERTEZAS E OS CUSTUMES, PARA ACREDITAR QUE TUDO PODE SER DIFERENTE. É PRECISO MAIS ABSURDO, MAIS IDEIAS INSENSATAS. CINCO BAILARINAS A JOGAR À BOLA DE TUTU COR DE ROSA. PASSEIOS COBERTOS COM RELVA E FLORES. OU, MUITO SIMPLESMENTE TREPAR UMA ÁRVORE QUANDO TE APETEÇE. TU É QUE MANDAS. SE GOSTAS DE MUSICA PIROSA, GOSTAS E PRONTO. QUERES CANTAR ALTO NO MEIO DA RUA, DEIXA-TE IR. SE PREFERES NÃO DAR MUITO NAS VISTAS, ANDA NAS CALMAS. É PRECISO RIRMOS E DANÇARMOS E DARMOS ABRAÇOS E BEIJINHOS. O IMPORTANTE É LEVARMOS TUDO MAIS A BRINCAR; ATÉ AS COISAS MAIS SÉRIAS.
O MUNDO PRECISA DE TI !
O MUNDO PRECISA DE TI !
08/12/08
LOSE YOUR FUCKING CONTROL
se quiser ponho a minha vida numa merda de uma coreografia
se quiser DANÇO a minha vida até arfar como a garnel arfa quando faz a milha
se quiser DESLIGO!
se quiser faço a vida em modo off
se quiser deposito toda a confiança no chão
afinal... deve ser a coisa mais segura do mundo, chão haverá sempre..
se quiser sigo ao RITMORITMORITMO da música, NÃO aquele que é ouvido por todos à primeira, é aquele...RITMORITMORITMO
isto é como ir ao mundo dos mortos
se quiser..PARO e ooiço MAN, sabe tao bem..respira.
E volto. Deixei outra vez de respirar, ou, pelo menos, já nao dou por isso.
Acaba a música e eu ressuscito.
se quiser DANÇO a minha vida até arfar como a garnel arfa quando faz a milha
se quiser DESLIGO!
se quiser faço a vida em modo off
se quiser deposito toda a confiança no chão
afinal... deve ser a coisa mais segura do mundo, chão haverá sempre..
se quiser sigo ao RITMORITMORITMO da música, NÃO aquele que é ouvido por todos à primeira, é aquele...RITMORITMORITMO
isto é como ir ao mundo dos mortos
se quiser..PARO e ooiço MAN, sabe tao bem..respira.
E volto. Deixei outra vez de respirar, ou, pelo menos, já nao dou por isso.
Acaba a música e eu ressuscito.
PRIORIDADES
Vim pedir desculpa, não me consigo organizar. A Marta deveria ser mais importante (e é), mas não tem sido tratada como tal. Muita gente deveria estar em primeiro lugar (e estava) mas não tem sido assim. Tantas coisas que pus para segundo plano ultimamente e não consigo lidar com isso.
Tenho andado a perder quem não devo e a prender quem menos devo. Já não sei distinguir as coisas, e não quero sair magoada, mas isso é inevitável. Só não sei porque insisto em magoar quem me rodeia.
"Começo a sentir-me culpada! (...) Odeio ter que definir prioridades" (in: desabafo com lagarto XD)
Tenho andado a perder quem não devo e a prender quem menos devo. Já não sei distinguir as coisas, e não quero sair magoada, mas isso é inevitável. Só não sei porque insisto em magoar quem me rodeia.
"Começo a sentir-me culpada! (...) Odeio ter que definir prioridades" (in: desabafo com lagarto XD)
07.DEZ.08
Descobri hoje porque é que tenho medo. Era bem obvio, e no fundo eu sempre soube, mas tenho tendência a não ligar ao que me vai no fundo da alma.
Estou aterrada, desfeita, mas sem motivo (aparente).
Tenho o que queria (há algum tempo) e até custou chegar aqui, mas... quanto mais tenho, mais custa. E ter medo sugou-me toda a felicidade que eu deveria sentir e substituiu-a lentamente por pedaços vazios de tristeza e desconfiança.
O medo impede-me de desfrutar das memórias, mas não do momento. Enquanto assim for, menos mal. Só temo que o medo me invada de tal maneira (e por este andar não falta assim tanto) que eu deixe de viver o momento e tudo acabe. Tudo o que eu queria.
Não me sabia tão fraca e medrosa.
Inês
Estou aterrada, desfeita, mas sem motivo (aparente).
Tenho o que queria (há algum tempo) e até custou chegar aqui, mas... quanto mais tenho, mais custa. E ter medo sugou-me toda a felicidade que eu deveria sentir e substituiu-a lentamente por pedaços vazios de tristeza e desconfiança.
O medo impede-me de desfrutar das memórias, mas não do momento. Enquanto assim for, menos mal. Só temo que o medo me invada de tal maneira (e por este andar não falta assim tanto) que eu deixe de viver o momento e tudo acabe. Tudo o que eu queria.
Não me sabia tão fraca e medrosa.
Inês
06/12/08
teoria do fingimento
o mundo real existe mas temos de o inventar para o ver
"o poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente"
Não escrevo por querer parecer
escrevo por que dá prazer
e se por ventura rimo,
é por culpa do destino,
porque sempre que vejo
quem eu mais desejo
perco os sentidos
ganho gritos oprimidos
digo adeus ao que sei
seja bem vindo o sentimento
que de sentir já cansei
SEJA BEM-VINDO!
(marta)
"o poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente"
Não escrevo por querer parecer
escrevo por que dá prazer
e se por ventura rimo,
é por culpa do destino,
porque sempre que vejo
quem eu mais desejo
perco os sentidos
ganho gritos oprimidos
digo adeus ao que sei
seja bem vindo o sentimento
que de sentir já cansei
SEJA BEM-VINDO!
(marta)
05/12/08
i just want to say nothing
Dar a entender a Alegria não é fácil.
Eu tento mas não é pêra doce.
As coisas saiem mal, gestos e olhares, os puros olhares frescos com sabor a alegria serão para sempre mal intrepetados.
Mesmo eu, alegre na minha alegria, cada vez que oiço a voz que tenta ser tudo menos aquilo que não é, fico desolada..as palavras não correspondem.. o tom NÃO CORRESPONDE!
Pensar cuidadosamente nas coisas é o mesmo que não pensar rigorosamente nada.
É por isto que, numa maneira de falar não encontro nada, ou melhor encontro o que de mais errado há para encontrar.
E entra o silêncio que até faz vibrar
Eu tento mas não é pêra doce.
As coisas saiem mal, gestos e olhares, os puros olhares frescos com sabor a alegria serão para sempre mal intrepetados.
Mesmo eu, alegre na minha alegria, cada vez que oiço a voz que tenta ser tudo menos aquilo que não é, fico desolada..as palavras não correspondem.. o tom NÃO CORRESPONDE!
Pensar cuidadosamente nas coisas é o mesmo que não pensar rigorosamente nada.
É por isto que, numa maneira de falar não encontro nada, ou melhor encontro o que de mais errado há para encontrar.
E entra o silêncio que até faz vibrar
04/12/08
Vou representar a minha peça, dar-lhe um rumo, vou-me permitir a excessos e a guloseimas. Vai haver trajédia e comédia, uma evolução. A minha história pode nem ter introdução, mas decerto terá uma boa conclusão. Deixem-me também dar-lhe um bom conteúdo.
Vou escrever com as minhas mãos, por vezes com os lápis dos outros, apagar e voltar a escrever. Uma história que dê vontade de rir e chorar. Vou escrever no verso de folhas já escritas com palavras que é preferível ignorar, ou até talvez esquecer. Vou passar à frente os erros e improvisar nos espaços que deixei em branco. Vou deixar metade da folha em branco. Deixar essa metade por escrever, porque a minha história ainda nem sequer chegou à parte séria. Depois de tudo preenchido, logo decido o que quero fazer. Sou eu que decido
Vou escrever com as minhas mãos, por vezes com os lápis dos outros, apagar e voltar a escrever. Uma história que dê vontade de rir e chorar. Vou escrever no verso de folhas já escritas com palavras que é preferível ignorar, ou até talvez esquecer. Vou passar à frente os erros e improvisar nos espaços que deixei em branco. Vou deixar metade da folha em branco. Deixar essa metade por escrever, porque a minha história ainda nem sequer chegou à parte séria. Depois de tudo preenchido, logo decido o que quero fazer. Sou eu que decido
30/11/08
a mercearia do equador
"olhá língua" diz a Nezha, quando isto se ouve, avistam-se essas coisas esbranquiçadas e compridas, penduraadas nas bancas.
E no fim, a imagem com que ficamos trata-se de uma indígena e, lá atras, outra coisa no chao: uma vaca, era uma vez uma vaca é o que é.
so para dizer que as vaquinhas eram (e são) mortas e esquartejadas ali, no meio do mercado.. para o cliente ver como o produto é fresquinho.
gosto das criancinhas a brincar ao lado do *açougue!
* só pra quem esta atento a aulas de portugues..
(qualidade da merdaaaaaaa)
28/11/08
Crónica sobre o amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso é só referencial.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
ps- muito texto sobre amor, ultimamente...
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso é só referencial.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
ps- muito texto sobre amor, ultimamente...
19/11/08
Não pensem que a marta põe aqui mais desabafos que eu (sim, são todos dela).. Mas não, eu tenho muitos mais, estão é nos rascunhos :P
(aposto que esta nem a marta sabia)
É vergonha.. HAHAHA
no fundo vim aqui só para dizer: "A ilusão é bonita, não faz mal. que se invente e minta e sonhe o que se quiser!" (está no texto que postei em baixo).. gosto tanto :)
SEJA RESPONSÁVEL. BEBA COM MODERAÇÃO.
(aposto que esta nem a marta sabia)
É vergonha.. HAHAHA
no fundo vim aqui só para dizer: "A ilusão é bonita, não faz mal. que se invente e minta e sonhe o que se quiser!" (está no texto que postei em baixo).. gosto tanto :)
SEJA RESPONSÁVEL. BEBA COM MODERAÇÃO.
Elogio ao amor - Miguel Esteves Cardoso
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão como distas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso”dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
18/11/08
Amoooôr
ela - Eu sei que tu não gostas de cheeseburguers,
mas eu gosto de cheeseburguers,
então tu não gostas de mim...?
ele - Eu gosto de cheseburguers.
ela - Oooh... E de mim?
ele - Eu...eu gosto de cheeseburguers.
////////////////////////
Through your head
mas eu gosto de cheeseburguers,
então tu não gostas de mim...?
ele - Eu gosto de cheseburguers.
ela - Oooh... E de mim?
ele - Eu...eu gosto de cheeseburguers.
////////////////////////
Through your head
16/11/08
14/11/08
13/11/08
é bem mais fácil agir como cão
não gostar da rejeição é normal do ser humano,
o que não é normal é ir longe demais a fim de provar que se "é de confiança", (neste caso, confiança é um termo relativo) a fim de NÃO ser rejeitado...é medo.
Mas afinal, que tipo de educação tiveste tu?
Canina? É que a meu ver só alguém nessa condiçao pode ser o que tu és.
(desabafo...dos grandes)
o que não é normal é ir longe demais a fim de provar que se "é de confiança", (neste caso, confiança é um termo relativo) a fim de NÃO ser rejeitado...é medo.
Mas afinal, que tipo de educação tiveste tu?
Canina? É que a meu ver só alguém nessa condiçao pode ser o que tu és.
(desabafo...dos grandes)
Corri, para longe. A areia gelada e húmida da noite arranhava-me os pés descalços e eu tinha frio. Tanto frio! Os olhos ardiam, a boca estava seca e a roupa colava-se ao corpo com a humidade, mas nada disto importava tanto como correr. Fugir, mais precisamente.
É engraçado como o desespero me guiava, como o medo me controlava, como o pânico me devorava. Não pensava, não podia, mas corria. Para tão longe!
O som das ondas revoltas era um eco muito distante na minha cabeça. Só conseguia ouvir a minha respiração acelerada e rouca, o bater descompassado e anormal do meu coração, as minhas passadas pesadas e rápidas e um zumbido persistente. Doia-me tudo.
É engraçado como esquecemos tudo quando temos que correr. E então fugi, para bem longe. Longe de ti.
(o rascunho escondido, o que julgava já perdido; publicá-lo era o pretendido)
É engraçado como o desespero me guiava, como o medo me controlava, como o pânico me devorava. Não pensava, não podia, mas corria. Para tão longe!
O som das ondas revoltas era um eco muito distante na minha cabeça. Só conseguia ouvir a minha respiração acelerada e rouca, o bater descompassado e anormal do meu coração, as minhas passadas pesadas e rápidas e um zumbido persistente. Doia-me tudo.
É engraçado como esquecemos tudo quando temos que correr. E então fugi, para bem longe. Longe de ti.
(o rascunho escondido, o que julgava já perdido; publicá-lo era o pretendido)
28/10/08
13/10/08
Carta (leitura fácil)
Sr. Engº José Sócrates,
Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.
Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).
Gostaria de começar por lhe falar do 'Magalhães'. Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha.
O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto 'Magalhães':
. No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.
. No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o 'Magalhães' é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o 'Magalhães'.
. No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros 'Magalhães' na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.
. No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um 'Magalhães' debaixo do braço.
Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do 'Magalhães'. Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder.
Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.
Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o 'Magalhães'? Que planos tem para o integrar nas aulas?
Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas?
Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo.
Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.
Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias.
O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus!
Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas iniciativas!
Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.
Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho.
Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas.
Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via.
Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.
Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida.
Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é 'obstinado', como dizem os poetas.
Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado.
Era o que faltava, senhor engenheiro!
Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças?
Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.
Mas, por falar em Velho do Restelo...
... Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.
Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem.
Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar.
E foi há 20 anos.
Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:
'Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)'
Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte?
E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo?
Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?
Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.
Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar?
Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por 'alegado teor pornográfico' e o de Inês de Castro igualmente, por 'incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade'.
Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do 'lápix' azul?
E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra?
E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?
Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo.
A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.
Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.
Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola.
O resto é comigo.
Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de SMS. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho.
Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.
A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas,
curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico.
Traumatizados? Huuummm... não me parece.
Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.
Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí.
Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...
Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?
E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade.
Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.
Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala,
tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas 'os meus sentidos pêsames'.
Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação!
Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.
Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto.
Ah...espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...
Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir 'senhor engenheiro para cá', 'senhor engenheiro para lá'. É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.
Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor.
Quanto a si, tenho dúvidas.
Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no
esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.
'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? '
Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da
República Portuguesa,
Uma mãe preocupada
Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.
Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).
Gostaria de começar por lhe falar do 'Magalhães'. Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha.
O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto 'Magalhães':
. No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.
. No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o 'Magalhães' é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o 'Magalhães'.
. No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros 'Magalhães' na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.
. No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um 'Magalhães' debaixo do braço.
Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do 'Magalhães'. Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder.
Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.
Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o 'Magalhães'? Que planos tem para o integrar nas aulas?
Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas?
Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo.
Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.
Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias.
O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus!
Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas iniciativas!
Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.
Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho.
Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas.
Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via.
Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.
Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida.
Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é 'obstinado', como dizem os poetas.
Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado.
Era o que faltava, senhor engenheiro!
Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças?
Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.
Mas, por falar em Velho do Restelo...
... Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.
Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem.
Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar.
E foi há 20 anos.
Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:
'Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)'
Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte?
E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo?
Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?
Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.
Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar?
Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por 'alegado teor pornográfico' e o de Inês de Castro igualmente, por 'incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade'.
Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do 'lápix' azul?
E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra?
E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?
Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo.
A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.
Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.
Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola.
O resto é comigo.
Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de SMS. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho.
Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.
A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas,
curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico.
Traumatizados? Huuummm... não me parece.
Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.
Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí.
Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...
Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?
E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade.
Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.
Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala,
tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas 'os meus sentidos pêsames'.
Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação!
Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.
Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto.
Ah...espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...
Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir 'senhor engenheiro para cá', 'senhor engenheiro para lá'. É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.
Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor.
Quanto a si, tenho dúvidas.
Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no
esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.
'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? '
Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da
República Portuguesa,
Uma mãe preocupada
12/10/08
B.U.
Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Euzinhah!!!!!!
Bem o meu nome é Alexandra Martins, tenho 16 anos, moro em A-dos-Francos, mais propriamente nas Broeiras!!! Sou do 11ºC, turma de economia e adoro!!!
quem me conhece sabe como sou...nao vale a pena tar com muitos promenores...lol...
bem...nao tenho mais nada a dizer!!! Até a próxima!!!
Publicada por Xana em 4:14 7 comentários
INEGRUME
Euzinhah!!!!!!
Bem o meu nome é Alexandra Martins, tenho 16 anos, moro em A-dos-Francos, mais propriamente nas Broeiras!!! Sou do 11ºC, turma de economia e adoro!!!
quem me conhece sabe como sou...nao vale a pena tar com muitos promenores...lol...
bem...nao tenho mais nada a dizer!!! Até a próxima!!!
Publicada por Xana em 4:14 7 comentários
INEGRUME
08/10/08
15/09/08
18/08/08
NICOLA, ENCONROS PERFEITOS
Não fique ai a dormir:
- 59% das pessoas acreditam em amor à primeira vista.
- Neste momento, muitos amigos seus gostariam de estar a beber um café consigo.
- Já se escreveram muitos romances, filmes, músicas e telenovelas numa mesa de café.
- Por cada beijo ganha-se cerca de um minuto de vida.
- 64% das pessoas beijam no primeiro encontro.
- No balcão está uma morena que o acha parecido com o namorado dos tempos de liceu.
Não fique ai a dormir:
- A esta hora há concerteza uma amiga que precisa de si. Quem sabe um amigo
- 2 em cada 3 pessoas são a favor de amizades coloridas.
- Há mais de 1000 ilhas paradisíacas no mundo.
- 1 em cada 3 dos seus amigos tem uma piada nova para contar.
- A cada 2 horas sai um vôo para um lugar que você ainda não conhece.
- Falta menos de um ano para você ficar um ano mais velho.
- Hoje pode jantar num restaurante português, espanhol, italiano, argentino, brasileiro, japonês, indiano, entre muitos outros.
- Hoje, mais de 45.360 pessoas foram convidadas para a festa de alguém, 23.890 estão na festa de alguém e 3.440 já estão a fazer festas a alguém.Não fique ai a dormir.
- 15 dos muitos encontros fazem-se ao sabor de um café Nicola.
- 83% das gargalhadas acontecem quando está com os seus amigos.
- 33% dos seus amigos estão a rir, 4% a chorar a rir, 0,2% a fazer... isso mesmo que está a pensar, de tanto rir.
- 3 em cada 5 amigas gostariam de o encontrar mais vezes.
- Mais de 25 mil portugueses fazem anos hoje. Pelo menos 10% deve fazer uma festa.
E agora os mais conhecidos de todos, Hoje é o dia:
- Um dia fujo do trabalho para brincar com a minha filha.
- Um dia ponho a mochila às costas e vou conhecer o mundo.
- Um dia levo-te a andar de balão.
- Um dia peço-te em casamento.
- Um dia escrevo-te uma canção.
- Um dia encho-te o quarto de flores.
- Um dia vou morar para a beira mar.
- Um dia a minha vida vira um livro.
- Um dia desato a cantar na rua.
- Um dia farei de ti a pessoa mais feliz do mundo.
- Um dia nunca mais digo "um dia".
- Um dia largamos tudo e fugimos juntos.
- Um dia beijo-te a meio de uma frase.
Seja Responsável. Beba com moderação :)
- 59% das pessoas acreditam em amor à primeira vista.
- Neste momento, muitos amigos seus gostariam de estar a beber um café consigo.
- Já se escreveram muitos romances, filmes, músicas e telenovelas numa mesa de café.
- Por cada beijo ganha-se cerca de um minuto de vida.
- 64% das pessoas beijam no primeiro encontro.
- No balcão está uma morena que o acha parecido com o namorado dos tempos de liceu.
Não fique ai a dormir:
- A esta hora há concerteza uma amiga que precisa de si. Quem sabe um amigo
- 2 em cada 3 pessoas são a favor de amizades coloridas.
- Há mais de 1000 ilhas paradisíacas no mundo.
- 1 em cada 3 dos seus amigos tem uma piada nova para contar.
- A cada 2 horas sai um vôo para um lugar que você ainda não conhece.
- Falta menos de um ano para você ficar um ano mais velho.
- Hoje pode jantar num restaurante português, espanhol, italiano, argentino, brasileiro, japonês, indiano, entre muitos outros.
- Hoje, mais de 45.360 pessoas foram convidadas para a festa de alguém, 23.890 estão na festa de alguém e 3.440 já estão a fazer festas a alguém.Não fique ai a dormir.
- 15 dos muitos encontros fazem-se ao sabor de um café Nicola.
- 83% das gargalhadas acontecem quando está com os seus amigos.
- 33% dos seus amigos estão a rir, 4% a chorar a rir, 0,2% a fazer... isso mesmo que está a pensar, de tanto rir.
- 3 em cada 5 amigas gostariam de o encontrar mais vezes.
- Mais de 25 mil portugueses fazem anos hoje. Pelo menos 10% deve fazer uma festa.
E agora os mais conhecidos de todos, Hoje é o dia:
- Um dia fujo do trabalho para brincar com a minha filha.
- Um dia ponho a mochila às costas e vou conhecer o mundo.
- Um dia levo-te a andar de balão.
- Um dia peço-te em casamento.
- Um dia escrevo-te uma canção.
- Um dia encho-te o quarto de flores.
- Um dia vou morar para a beira mar.
- Um dia a minha vida vira um livro.
- Um dia desato a cantar na rua.
- Um dia farei de ti a pessoa mais feliz do mundo.
- Um dia nunca mais digo "um dia".
- Um dia largamos tudo e fugimos juntos.
- Um dia beijo-te a meio de uma frase.
Seja Responsável. Beba com moderação :)
14/07/08
Cacawetes?
Viva Caparide! Boas tardes, é num dia de verão como o de hoje que vos gostava de mostrar uma coisa:
(Não se assustem com a primeira entrada)
Deve ter sido o primeiro destes videos que me fez RIR e rir a sério..
As melhores? Ou melhor, as únicas boas são mesmo a da senhorinha da disco ahaha!
A da velhinha da rede pequenina e a do insuflável! ahaha..(cruelzinha)
E depois a muito-boa é a última
(Não se assustem com a primeira entrada)
Deve ter sido o primeiro destes videos que me fez RIR e rir a sério..
As melhores? Ou melhor, as únicas boas são mesmo a da senhorinha da disco ahaha!
A da velhinha da rede pequenina e a do insuflável! ahaha..(cruelzinha)
E depois a muito-boa é a última
11/06/08
27/05/08
"(...) Tenho uma historia estruturada. Não é o suficiente para justificar tamanha estupidez e covardia, mas para mim parece servir, e uma vez que só eu me peço justificações ultimamente (mais ninguém quer saber)chega-me esta justificação vazia. Não a vou mudar. Eu pareço contentar-me, e é isso que se quer.
Não me lembro quando é que me tornei tão pouco exigente comigo mesma (...)"
Inês Aires
Seja Responsável. Beba com Moderação. MARTINI OLE OLE
Não me lembro quando é que me tornei tão pouco exigente comigo mesma (...)"
Inês Aires
Seja Responsável. Beba com Moderação. MARTINI OLE OLE
22/05/08
PERSONALIDADE VENDE-SE!
Hoje acordei às 7h30 para ir para as aulas, que começam às 8h30. Tomei um duche, tomei o pequeno-almoço e escolhi a roupa que ía vestir, pensando para mim: "O que é que o pessoal fixe lá da escola vestiría? Certamente estas calças vermelhas, ou qualquer outra cor garrida, ou será que devo optar pelas calças de ganga, para combinar com as Timberland? Não! As Timberland foram para lavar, por isso vou ter de levar ou as All Stars ou as Vans, logo, vou ter de optar pelas roxas. Quanto à parte de cima, será que devo mostrar as maminhas? Huumm... Talvez seja melhor não, ontem já as mostrei e não quero que me achem uma pega; mas hoje a J vai levar a máquina e eu queria tirar umas fotografias para o hi5! O que é que eu faço??". Esta indecisão deixa-me extremamente triste.
Opto por mostrar só um pouco as minhas maminhas e vou para a escola a pensar no texto pseudo-depressivo que vou escrever durante as aulas, decidindo entre um poema ou a letra de uma música. O poema parece-me bem, mas não os sei escrever, o que não tem mal, pois quem o vai ler tem tanta sensibilidade artística como um calhau; a letra da música também era boa ideia, mas, apesar de ser super fixe, não chega a ser tão fixe como conseguir escrever um poema!
Chego às 8h40 e à porta da sala encontro a N: "Foda-se! Não sabes o que me aconteceu! O dia já me começou mal, caralho! Acordei às 8h20, saí de casa às 8h30 e o BMW do meu pai teve uma avaria, então cheguei atrasada! Aqueles filhos da puta da "BM" não conseguem arranjar aquela merda! Eu bem disse que devíamos ter comprado o Mercedes!" - minto. Nem quero imaginar o tipo de coisas que diriam de mim se soubessem que acordo a horas!
A minha primeira aula é a de português e faço tudo para ir para a rua o mais rapidamente possível. Já não vou para a rua há 3 dias e o meu índice de popularidade começa a dar sinais de pouca saúde! Optei por chamar "palhaço" ao totó da turma. Acho que atingi um novo recorde: 3 minutos! Quase batia o recorde do JO, que conseguiu fazer com que a professora o expulsasse antes de entrar. Mas ele é uma lenda e eu não vislumbro um futuro tão promissor! Aproveito que a biblioteca está vazia e dou uma vista de olhos na matéria que estaria a dar para não ficar muito atrás, mas saio 10 minutos antes de tocar - não vá um dos marrões apanhar-me por aquelas bandas!
Durante as próximas duas aulas, engraxo os professores, para ver se mantenho positiva.
Depois das aulas fico a falar com a N e com a J à porta da escola acerca da última festa a que fomos, agindo da forma mais arrogante possível para com os outros, para vermos se algum gajo se faz a nós. A semana passada a Cabra da J comeu o R, que eu queria comer! Tudo bem, ele é nojento, mas dizem que já comeu uma modelo, é 3 anos mais velho e tem carro!
Hoje não tivemos muita sorte (eu bem sabia que devia ter mostrado as maminhas!), o que me dá ainda mais ânimo para ir para casa escrever o meu texto para o hi5, aproveitando para agradecer o apoio que as minhas amigas me têm dado, o que serve também para ajudar a convencer-me de que elas até são boas pessoas. Tenho 5 pedidos de amizade, mas só um dos gajos é que tem mais de 500 comments, por isso só respondo a esse. É um bocadinho para o feio e para o burro, mas isso nunca me incomodou!
Ah! acabei de receber uma mensagem para aderir à greve de amanhã, à qual vou, como é óbvio! Para além de faltar às aulas, vai lá estar o pessoal fixe da escola! Pode ser que alguem leve alcool e tabaco! Dizem que vai ser divertido!
Enfim, estudo um pouco e deito-me às 10h00, que os meus pais já se estão a chatear, e fico a pensar nas grandes amigas que tenho e no quão popular e madura eu sou.
(Filipe Furtado)
Opto por mostrar só um pouco as minhas maminhas e vou para a escola a pensar no texto pseudo-depressivo que vou escrever durante as aulas, decidindo entre um poema ou a letra de uma música. O poema parece-me bem, mas não os sei escrever, o que não tem mal, pois quem o vai ler tem tanta sensibilidade artística como um calhau; a letra da música também era boa ideia, mas, apesar de ser super fixe, não chega a ser tão fixe como conseguir escrever um poema!
Chego às 8h40 e à porta da sala encontro a N: "Foda-se! Não sabes o que me aconteceu! O dia já me começou mal, caralho! Acordei às 8h20, saí de casa às 8h30 e o BMW do meu pai teve uma avaria, então cheguei atrasada! Aqueles filhos da puta da "BM" não conseguem arranjar aquela merda! Eu bem disse que devíamos ter comprado o Mercedes!" - minto. Nem quero imaginar o tipo de coisas que diriam de mim se soubessem que acordo a horas!
A minha primeira aula é a de português e faço tudo para ir para a rua o mais rapidamente possível. Já não vou para a rua há 3 dias e o meu índice de popularidade começa a dar sinais de pouca saúde! Optei por chamar "palhaço" ao totó da turma. Acho que atingi um novo recorde: 3 minutos! Quase batia o recorde do JO, que conseguiu fazer com que a professora o expulsasse antes de entrar. Mas ele é uma lenda e eu não vislumbro um futuro tão promissor! Aproveito que a biblioteca está vazia e dou uma vista de olhos na matéria que estaria a dar para não ficar muito atrás, mas saio 10 minutos antes de tocar - não vá um dos marrões apanhar-me por aquelas bandas!
Durante as próximas duas aulas, engraxo os professores, para ver se mantenho positiva.
Depois das aulas fico a falar com a N e com a J à porta da escola acerca da última festa a que fomos, agindo da forma mais arrogante possível para com os outros, para vermos se algum gajo se faz a nós. A semana passada a Cabra da J comeu o R, que eu queria comer! Tudo bem, ele é nojento, mas dizem que já comeu uma modelo, é 3 anos mais velho e tem carro!
Hoje não tivemos muita sorte (eu bem sabia que devia ter mostrado as maminhas!), o que me dá ainda mais ânimo para ir para casa escrever o meu texto para o hi5, aproveitando para agradecer o apoio que as minhas amigas me têm dado, o que serve também para ajudar a convencer-me de que elas até são boas pessoas. Tenho 5 pedidos de amizade, mas só um dos gajos é que tem mais de 500 comments, por isso só respondo a esse. É um bocadinho para o feio e para o burro, mas isso nunca me incomodou!
Ah! acabei de receber uma mensagem para aderir à greve de amanhã, à qual vou, como é óbvio! Para além de faltar às aulas, vai lá estar o pessoal fixe da escola! Pode ser que alguem leve alcool e tabaco! Dizem que vai ser divertido!
Enfim, estudo um pouco e deito-me às 10h00, que os meus pais já se estão a chatear, e fico a pensar nas grandes amigas que tenho e no quão popular e madura eu sou.
(Filipe Furtado)
14/05/08
Evita
Se, para possuir o que me é dado,
Tudo perdi e eu própio andei perdido,
Se, para ver o que hoje é realizado,
Cheguei a ser negado e combatido.
Se, para estar agora apaixonado,
Foi necessário andar desiludido,
Alegra-me sentir que fui odiado
Na certeza imortal de ter vencido!
Porque, depois de tantas cicatrizes,
Só se encontra sabor apetecido
Àquilo que nos fez ser infelizes!
E assim cheguei à luz de um pensamento
De que afinal um roseiral florido
Vive de um triste e oculto movimento
António Botto, pedófilo por excelência...
Tudo perdi e eu própio andei perdido,
Se, para ver o que hoje é realizado,
Cheguei a ser negado e combatido.
Se, para estar agora apaixonado,
Foi necessário andar desiludido,
Alegra-me sentir que fui odiado
Na certeza imortal de ter vencido!
Porque, depois de tantas cicatrizes,
Só se encontra sabor apetecido
Àquilo que nos fez ser infelizes!
E assim cheguei à luz de um pensamento
De que afinal um roseiral florido
Vive de um triste e oculto movimento
António Botto, pedófilo por excelência...
O POLVO, O BACALHAU E O NOVILHO
ahah tipo "o bom, o mau e o vilão"
A Linha K:
1- não é tema que sirva para milhões de vezes, é TIPO, usar e deitar fora.
2- não percebo o porquê do K
3- oi! as pessoas ENGORDAM!
4- mulherzinhas...
5- resume-te numa palavra: -Gorda? ai..MORRE
Quero-te tanto,
comida com encanto!

é assim...é assim.
Ass: O aveludado de Perdiz
A Linha K:
1- não é tema que sirva para milhões de vezes, é TIPO, usar e deitar fora.
2- não percebo o porquê do K
3- oi! as pessoas ENGORDAM!
4- mulherzinhas...
5- resume-te numa palavra: -Gorda? ai..MORRE
Quero-te tanto,
comida com encanto!

é assim...é assim.
Ass: O aveludado de Perdiz
09/05/08
MANUAL DO BEBEDO
Este manual pode salvar vidas!
Por favor use-o.
Causas, efeitos secundários e soluções possíveis derivados do consumo de
álcool:
1- Sintoma: Pés húmidos e frios.
Causa: Estás a agarrar o copo com um ângulo incorrecto.
Solução: Vai virando o copo até a parte aberta ficar virada para cima.
2- Sintoma: Pés quentes e molhados.
Causa: Já te mijaste.
Solução: Procura a casa de banho mais próxima e seca-te.
3- Sintoma: A parede à tua frente está cheia de luzes.
Causa: Caíste de costas.
Solução: Posiciona o teu corpo 90º em relação ao chão.
4- Sintoma: Tens a boca cheia de beatas de cigarros.
Causa: Caíste com a fronha dentro do cinzeiro.
Solução: Cospe e enxagua com um bom gin tónico.
5- Sintoma: O chão está desfocado.
Causa: Estás a olhar através de um copo vazio.
Solução: Enche o copo!!!
6- Sintoma: O chão está a mexer-se.
Causa: Estás a ser arrastado.
Solução: Pergunta ao menos para onde é que te estão a levar, caso seja para outro bar está tudo bem, caso contrário, manifesta-te!
7- Sintoma: Reflexo de caras a olhar para ti através da água.
Causa: Estás no lavatório a tentar ir ao grego.
Solução: Mete o dedo (Na garganta).
8- Sintoma: Ouves as pessoas a falar com um estranho eco.
Causa: Tens o copo na orelha.
Solução: Pára de te armar em parvo.
9- Sintoma: A discoteca mexe-se muito, toda a gente está vestida de branco e a música já começa a ser repetitiva.
Causa: Estás numa ambulância.
Solução: Não te mexas, possível coma alcoólico.
10- Sintoma: O teu pai parece chateado e as tuas irmãs olham para ti como se não soubessem quem tu és.
Causa: Ups! Casa Errada!!!
Solução: Pergunta se sabem onde fica a tua.
11- Sintoma: Um enorme foco de luz da disco quase te deixa cego.
Causa: Estás a arrochar no meio da rua e já amanheceu.
Solução: Café e uma boa sorna.
Por favor use-o.
Causas, efeitos secundários e soluções possíveis derivados do consumo de
álcool:
1- Sintoma: Pés húmidos e frios.
Causa: Estás a agarrar o copo com um ângulo incorrecto.
Solução: Vai virando o copo até a parte aberta ficar virada para cima.
2- Sintoma: Pés quentes e molhados.
Causa: Já te mijaste.
Solução: Procura a casa de banho mais próxima e seca-te.
3- Sintoma: A parede à tua frente está cheia de luzes.
Causa: Caíste de costas.
Solução: Posiciona o teu corpo 90º em relação ao chão.
4- Sintoma: Tens a boca cheia de beatas de cigarros.
Causa: Caíste com a fronha dentro do cinzeiro.
Solução: Cospe e enxagua com um bom gin tónico.
5- Sintoma: O chão está desfocado.
Causa: Estás a olhar através de um copo vazio.
Solução: Enche o copo!!!
6- Sintoma: O chão está a mexer-se.
Causa: Estás a ser arrastado.
Solução: Pergunta ao menos para onde é que te estão a levar, caso seja para outro bar está tudo bem, caso contrário, manifesta-te!
7- Sintoma: Reflexo de caras a olhar para ti através da água.
Causa: Estás no lavatório a tentar ir ao grego.
Solução: Mete o dedo (Na garganta).
8- Sintoma: Ouves as pessoas a falar com um estranho eco.
Causa: Tens o copo na orelha.
Solução: Pára de te armar em parvo.
9- Sintoma: A discoteca mexe-se muito, toda a gente está vestida de branco e a música já começa a ser repetitiva.
Causa: Estás numa ambulância.
Solução: Não te mexas, possível coma alcoólico.
10- Sintoma: O teu pai parece chateado e as tuas irmãs olham para ti como se não soubessem quem tu és.
Causa: Ups! Casa Errada!!!
Solução: Pergunta se sabem onde fica a tua.
11- Sintoma: Um enorme foco de luz da disco quase te deixa cego.
Causa: Estás a arrochar no meio da rua e já amanheceu.
Solução: Café e uma boa sorna.
21/04/08
Street Talk
Estou a andar na rua. É quando mais detesto ver.
Olho para baixo e vejo centenas, milhares de pedras idênticas, mesma cor, mesma forma, mesmo tudo.
Olho para o lado e vejo três camiões intimidantes, filinha pirilau, maiores que elefantes.
Olho mais acima e vejo uma casa, e outra, outra, outra, outra e outra; um mar infinito de telhados nojentos...e janelas? Ai as janelas.
Olho ainda mais acima e vejo o estúpido céu que não combina. Não combina com a paisagem degradante, aquele turbilhão de acontecimentos.
Ahah está a rir-se para mim! Pensa "eu estou aqui e tu estás aí".
Porquê meus analfabetos? Porque me apetece.
matha
Olho para baixo e vejo centenas, milhares de pedras idênticas, mesma cor, mesma forma, mesmo tudo.
Olho para o lado e vejo três camiões intimidantes, filinha pirilau, maiores que elefantes.
Olho mais acima e vejo uma casa, e outra, outra, outra, outra e outra; um mar infinito de telhados nojentos...e janelas? Ai as janelas.
Olho ainda mais acima e vejo o estúpido céu que não combina. Não combina com a paisagem degradante, aquele turbilhão de acontecimentos.
Ahah está a rir-se para mim! Pensa "eu estou aqui e tu estás aí".
Porquê meus analfabetos? Porque me apetece.
matha
10/04/08
Charlie Chaplin
"A vida é uma peça de teatro que nao permite ensaios. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
130º post (porque os títulos em arábe hein?)
nao ca tenho vindo... é de proposito. tenho-me lembrado e renunciado este "sitio". nao tenho tido paciencia.
se este blog foi feito com o intuito do sucesso, ja nao tenho essa aspiração, nao tenho nenhuma, alias. nao tenho destino para este blog senao escrever o que ninguem quer ler, e tira-lo de cima de mim, para uma morada electronica que nao interessa a ninguem. tiro estas palavras para me livrar delas, porque elas me magoam, e ficam perdidas na net, onde nao sao de ninguem. a net é um deserto, uma terra sem dono.
posso nao estar a fazer sentido, se estou, é estranho... nao é suposto eu fazer sentido, nao disse nada concreto, quase posso dizer que nao disse nada real, porque nao é aquilo que eu sinto, é apenas uma aproximaçao: o que eu sinto é tao mais complexo. sinto-me um caco, estou perdida, mas nada sozinha, tenho tato apoio! e mesmo assim, nao tenho quem mais devia ter agora. nunca tinha sido afectada pela morte de ninguem, e so quero fechar-me, mesmo nao tendo nada a ver com a questao. sinto-me pesada, mas esvaziei a minha cabeça. hoje, cresci. cresci mais um bocado, porque é nestas alturas que se cresce. cresci mais do q eu penso e mais do que alguma vez alguem notará. nao escrevi isto para ninguem ler, escrevi-o proque quero, porque preciso.
tenho medo. é ridiculo. tenho tanto medo.
esta frio.
Inês
se este blog foi feito com o intuito do sucesso, ja nao tenho essa aspiração, nao tenho nenhuma, alias. nao tenho destino para este blog senao escrever o que ninguem quer ler, e tira-lo de cima de mim, para uma morada electronica que nao interessa a ninguem. tiro estas palavras para me livrar delas, porque elas me magoam, e ficam perdidas na net, onde nao sao de ninguem. a net é um deserto, uma terra sem dono.
posso nao estar a fazer sentido, se estou, é estranho... nao é suposto eu fazer sentido, nao disse nada concreto, quase posso dizer que nao disse nada real, porque nao é aquilo que eu sinto, é apenas uma aproximaçao: o que eu sinto é tao mais complexo. sinto-me um caco, estou perdida, mas nada sozinha, tenho tato apoio! e mesmo assim, nao tenho quem mais devia ter agora. nunca tinha sido afectada pela morte de ninguem, e so quero fechar-me, mesmo nao tendo nada a ver com a questao. sinto-me pesada, mas esvaziei a minha cabeça. hoje, cresci. cresci mais um bocado, porque é nestas alturas que se cresce. cresci mais do q eu penso e mais do que alguma vez alguem notará. nao escrevi isto para ninguem ler, escrevi-o proque quero, porque preciso.
tenho medo. é ridiculo. tenho tanto medo.
esta frio.
Inês
09/04/08
ठँठँ
^
| Temos aqui uma espécie de problema grave.
Nota: Segue-se agora uma sequência de coisas que apontei ao longo do meu
9º ano de escolaridade e que hoje descobri e que vou por aqui e que é assim assim.
Pánhé
Esquizofrénico
Dado a
Rituais
Omnívoro
"E todo o Mundo é um grande livro aberto que em ignorada língua me sorri" - F. Pessoa
-|-
-|- -|-
-|- -|- -|-
-|- -|- -|- |
COME!
"Só quero ser cremada e deitada fora" - A Sr.ª Harris (haha)
Viva se amar. Ame se viver.
"Mas para outros seres humanos, o prazer parece ser uma corrida impetuosa para a morte"
"Deus foi criado para afastar o tormento da morte. Mas se se afasta Deus...ter-se-á que aceitar a morte em troca." Lógico noutros tempos
Comprar o livro "Sem Destino"
"Olá, eu chamo-me Vânia do Sodré sabem, como o Caixo do Sodré...devem ter consistência." - Prof. de A.P.
Em cada momento sem fim, dentro de ti e de mim. Em cada abraço eterno, que aquece a alma no inverno. Em cada sorriso de cumplicidade, que gravamos na saudade. Em cada palavra sentida, que levamos connosco por toda a vida. Em cada sonho cortado, a que dou um final inventado. Em cada toque infinito de que sobra um poema bonito. Em cada noite vazia, lembra-te do que eu dizia. De como eu te sorria. De como éramos feliza«es para sempre. Porque nenhum dos meus sorrisos te mente. Não conseguem. - Nes
"A utopia às vezes leva à frustação" - Prof. História
*Devo 70 euros à susana
É preciso ver que tinha algum cuidado. Só apontava aquilo que realmente não interessava.
Ps: Houve censura
| Temos aqui uma espécie de problema grave.
Nota: Segue-se agora uma sequência de coisas que apontei ao longo do meu
9º ano de escolaridade e que hoje descobri e que vou por aqui e que é assim assim.
Pánhé
Esquizofrénico
Dado a
Rituais
Omnívoro
"E todo o Mundo é um grande livro aberto que em ignorada língua me sorri" - F. Pessoa
MAR
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COME!
"Só quero ser cremada e deitada fora" - A Sr.ª Harris (haha)
Viva se amar. Ame se viver.
"Mas para outros seres humanos, o prazer parece ser uma corrida impetuosa para a morte"
"Deus foi criado para afastar o tormento da morte. Mas se se afasta Deus...ter-se-á que aceitar a morte em troca." Lógico noutros tempos
Comprar o livro "Sem Destino"
"Olá, eu chamo-me Vânia do Sodré sabem, como o Caixo do Sodré...devem ter consistência." - Prof. de A.P.
Em cada momento sem fim, dentro de ti e de mim. Em cada abraço eterno, que aquece a alma no inverno. Em cada sorriso de cumplicidade, que gravamos na saudade. Em cada palavra sentida, que levamos connosco por toda a vida. Em cada sonho cortado, a que dou um final inventado. Em cada toque infinito de que sobra um poema bonito. Em cada noite vazia, lembra-te do que eu dizia. De como eu te sorria. De como éramos feliza«es para sempre. Porque nenhum dos meus sorrisos te mente. Não conseguem. - Nes
"A utopia às vezes leva à frustação" - Prof. História
*Devo 70 euros à susana
É preciso ver que tinha algum cuidado. Só apontava aquilo que realmente não interessava.
Ps: Houve censura
25/02/08
इ'म फ्रेअकिंग आउट
Bom, à parte de não fazer a menor ideia de como escrevi um título em...árabe? Talvez japonês, vim também informar que tenho um derrame no olho esquerdo (inês e maria) e, na verdade, ao contrário do que julgava a farmacêutica, enfiaram-me um dedo no olho. Com força. Numa de dramatizar, nem foi bem um dedo, foram uns quatro, na verdade, foi aquilo a que se pode chamar de murro.
Apercebi-me da minha tendência hipocondríaca [?]
Genes do meu avô...
Era tudo mais bonito se a humildade fosse condição nessária do ser humano.
Conselho de estética: Evitem derrames
Apercebi-me da minha tendência hipocondríaca [?]
Genes do meu avô...
Era tudo mais bonito se a humildade fosse condição nessária do ser humano.
Conselho de estética: Evitem derrames
24/02/08
19/02/08
Título
Vestida de preto, mangas compridas, ombros nus, a escuridão do seu vestido parecia não ter fim, a dança dos cabelos negros, compridos, mais pareciam mãos, as mãos de quem a queria. Acompanhava de tal modo o mvimento do vento que parecia fazer parte dele, ela era o vento, o vento num dia tempestuoso.
Por momentos, olhei em redor, uma visão de branco infinito apoderou-se de mim, tornei a olhar-lhe, ali estava ela, sozinha, rodeada de neve.
Apercebi-me. O ar que emanava tinha um único propósito, destruir.
Se pretendia destruir algo exterior, não conseguiu. A única coisa que parecia destruir era ela própria.
Olhava-me penetrantemente.
Estava longe, estava muito longe.
Desisti de lhe olhar.
Por momentos, olhei em redor, uma visão de branco infinito apoderou-se de mim, tornei a olhar-lhe, ali estava ela, sozinha, rodeada de neve.
Apercebi-me. O ar que emanava tinha um único propósito, destruir.
Se pretendia destruir algo exterior, não conseguiu. A única coisa que parecia destruir era ela própria.
Olhava-me penetrantemente.
Estava longe, estava muito longe.
Desisti de lhe olhar.
10/02/08
Quero coragem
Boa Noite,
gostava que muita gente, senão toda, visse o filme "O Lado Selvagem"
Vai daí, vejam.
Visualmente, musicalmente, tudo.
Society Society Society So fuck them
do you want to be alone in the wild?
But in the end, conclusion:
SOCIETY.
gostava que muita gente, senão toda, visse o filme "O Lado Selvagem"
Vai daí, vejam.
Visualmente, musicalmente, tudo.
Society Society Society So fuck them
do you want to be alone in the wild?
But in the end, conclusion:
SOCIETY.
01/02/08
Ai é?...
Mas que m** é esta?
Nao pá, lá porque tu descobris-te os Brand New...quero lá saber, quero é ver ipodes, estúpidos mp3 atulhados de Brand New... A velha história da boa música já cansa, é cagativo meus senhores, compreenda-se caramba...
ahah ouves isso? Que nojo. deixar de te falar vou.
sweet as the punch
olha, bom exemplo seria a mais recente música da britney.
Não seleccionem pessoas, é feio.
Excepto com malta que ouve patrick...aí sim, falo por mim mas a incompatibilidade existe.
Xico, faz favor de acalmar essa testosterona.
*esqueci-me
Nao pá, lá porque tu descobris-te os Brand New...quero lá saber, quero é ver ipodes, estúpidos mp3 atulhados de Brand New... A velha história da boa música já cansa, é cagativo meus senhores, compreenda-se caramba...
ahah ouves isso? Que nojo. deixar de te falar vou.
sweet as the punch
olha, bom exemplo seria a mais recente música da britney.
Não seleccionem pessoas, é feio.
Excepto com malta que ouve patrick...aí sim, falo por mim mas a incompatibilidade existe.
Xico, faz favor de acalmar essa testosterona.
*esqueci-me
Casos da vida.
PEOPLE! COMMUNICATION...
Lição de Auto-ajuda nº1
Se tiver algo para dizer não o faça.
Em vez disso guarde o que tiver
para dizer numa garrafa e feche-a bem.
Demonstre a sua sinceridade
agindo com cuidadosa determinação.
Por vezes, ao articular um desejo
ou uma esperança, uma aspiração
relativa a outra pessoa, vai receber
como resposta uma série de razões
que indicam como não é simplesmente
possível realizar os seus desejos.
Por outro lado se demonstrar
que quer arriscar seja de que
maneira for, será capaz de criar
um momento perante o qual os outros
não resistirão a ceder.
Let's get retarded?
Lição de Auto-ajuda nº1
Se tiver algo para dizer não o faça.
Em vez disso guarde o que tiver
para dizer numa garrafa e feche-a bem.
Demonstre a sua sinceridade
agindo com cuidadosa determinação.
Por vezes, ao articular um desejo
ou uma esperança, uma aspiração
relativa a outra pessoa, vai receber
como resposta uma série de razões
que indicam como não é simplesmente
possível realizar os seus desejos.
Por outro lado se demonstrar
que quer arriscar seja de que
maneira for, será capaz de criar
um momento perante o qual os outros
não resistirão a ceder.
Let's get retarded?
28/01/08
26/01/08
Pessoa

SER FELIZ
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar
irritado algumas vezes, mas não esqueço
de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena
viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser
capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
De facto, a última frase é uma excelente metáfora.
Marta
I'm a sponge.

"A lei do mais forte"
Também tenho saudades de...não, não das pessoas, das caras, dos corpos, dos nomes; tenho saudades das sensações, dos sentimentos. Estou-me nas tintas para aqueles que ao lerem isto me acharão infantil, "Não cresceste pá.", talvez, eu hei-de sentir isto com 90 anos, NÃO me venham falar de crescer. Se calhar nunca o vou fazer. Detesto máximas como "a vida continua", ou o célebre "MOVE ON", abomino.
A vida não é um percurso, p'ra isso existem mapas,
a vida é o momento, duvido que todos vivam. Pessoalmente, só por vezes o faço, poucas. Centro-me no momento que já foi e no que virá.
Mas o problema está quando realmente vivo, há medo pá...as consequências são sempre tão inesperadas, boas, más, mas inesperadas. Assim sempre tenho, ou penso que tenho, controlo na coisa.
Quero sentir! A sério, a séri, a sér, a sé, a s...choro.
Sinto.
Tua Psicóloga (tampa danone)
19/01/08
PARABENS SUE
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este é o meu tributo, por ines aires
sabem? amei os meus anos... 16 (!).. nao sou assim tao grande, achei q me ia sentir maior, e ate sinto. mas ja tenho esta sensaçao ha mais tempo. de qualquer maneira, o acto de fazer 16 anos, nao foi assim tao especial. foi ate chato! chatissimo...
mas a festa! bem, a festa tambem foi algo chata. o q eu gostei foi da segunda festa, aquela q eu realmente organizei! a festa de sabado. e so posso agradecer a marta e a sue por terem feito a viagemzeca de lx ate faro por mim (eeehhh).
(sabem q em faro ng sai a sexta? e ao sabado!!) e entao nos fomos ao next (BIMBOOO), mas foi excelente. amei tanto! adoro-vos, tenho montes de saudades.
nem sei porque e que estou a escrever desta maneira tao pitoresca, lamechas e infantil, mas o q interessa eq eu estou a ser sincera! (right?)
bem, so espero q a sue se sinta tao feliz nos seus anos como eu, era isto q eu te queria dizer: parabens
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este é o meu tributo, por ines aires
sabem? amei os meus anos... 16 (!).. nao sou assim tao grande, achei q me ia sentir maior, e ate sinto. mas ja tenho esta sensaçao ha mais tempo. de qualquer maneira, o acto de fazer 16 anos, nao foi assim tao especial. foi ate chato! chatissimo...
mas a festa! bem, a festa tambem foi algo chata. o q eu gostei foi da segunda festa, aquela q eu realmente organizei! a festa de sabado. e so posso agradecer a marta e a sue por terem feito a viagemzeca de lx ate faro por mim (eeehhh).
(sabem q em faro ng sai a sexta? e ao sabado!!) e entao nos fomos ao next (BIMBOOO), mas foi excelente. amei tanto! adoro-vos, tenho montes de saudades.
nem sei porque e que estou a escrever desta maneira tao pitoresca, lamechas e infantil, mas o q interessa eq eu estou a ser sincera! (right?)
bem, so espero q a sue se sinta tao feliz nos seus anos como eu, era isto q eu te queria dizer: parabens
quem me dera dar mais valor...
Bem, as saudades sao uma coisa tao curiosa! porque sim, eu tenho saudades... nao sei, tenho tendencia a ter saudades das coisas mais estúpidas... do mais banal. e tenho tendencia a acreditar q gostava mais de certas pessoas do que aquilo q, na realidade, gostava... acho q deve ser por ser reconfortante! é que é mesmo..
ja tiveram essa sensaçao?
bem, eu nao sei. começo a ter saudades ate do sr querumbim, q me barrava à saida... e das senhoras do refeitorio. e tenho ate saudades da stora maria do anjo, a chamar-me aires. tenho saudades daquelas pessoas da turma q costumavamos esquecer q existiam. tenho tantas saudades do passado!
estou farta de nao dar valor as coisas quando as tenho...
ps- eu nunca disse aquilo dos sonhos, marta !!
=? (ou sera q disse??)
adoro sonhos... apesar de serem frustrates, e nos desiludirem tanto.
Inês de Faro
ja tiveram essa sensaçao?
bem, eu nao sei. começo a ter saudades ate do sr querumbim, q me barrava à saida... e das senhoras do refeitorio. e tenho ate saudades da stora maria do anjo, a chamar-me aires. tenho saudades daquelas pessoas da turma q costumavamos esquecer q existiam. tenho tantas saudades do passado!
estou farta de nao dar valor as coisas quando as tenho...
ps- eu nunca disse aquilo dos sonhos, marta !!
=? (ou sera q disse??)
adoro sonhos... apesar de serem frustrates, e nos desiludirem tanto.
Inês de Faro
04/01/08
Couvert surtido ?
Olá,
hoje vi um anúncio relativamente engraçado, era uma campanha p/ dar sangue; aparecia a selecção portuguesa de raguebi, todos o faziam, davam sangue. No fim surgia o slogan: "apoie a selecção, DÊ PLAQUETAS".
Belo, não? Nem por isso.
Outra coisa, há praí um texto com um certo título medonho ("acto de dormir"), nesse post do que queria mesmo falar, era de coisas que me vêem à cabeça enquanto estou aquela hora deitada na cama sem poder fazer nada, apenas à espera de adormecer, nunca me passou pela cabeça ser tempo perdido, antes pelo contrário, tanto que serviu para chegar à conclusão de que Roma é Amor ao contrário ("oh por amor de deus", sim, sei), depois lembrei-me do provérbio "todos os caminhos vão dar a roma".
Será que já os romanos, embora efectivamente, todos ou quase todos os caminhos fossem dar a roma, pensaram nisto? É só trocar as duas palavras. É...assim.
Depois, lembro-me, e isto é muito estranho, de ter descoberto uma solução infalível para os mendigos terem o maior dos sucessos de cada vez que pedissem...lembro-me muito vagamente que o segredo estava na posição de qualquer coisa, ou deles, ou do copo que seguravam... eh este texto começa a ficar cruel...e disparatado.
Relembrar e contar os pormenores dos sonhos é mesmo giro, já experimentaram? E há mesmo quem não tenha essa capacidade, verdade, sou sobredotada.
ah! E aqueles sonhos que temos no limiar do sono? Aqueles que acabam por ficar incertos, esquecidos? Espectáculo. E quando acordamos a meio do dito cujo e não nos conseguimos lembrar dele? Não é frustrante?
Há quem acredite que os sonhos reflectem o futuro*, até têm símbolos, por exemplo, a cobra é sinónimo de traição...Eu penso que os sonhos são uma estranha combinação do subconsciente onde através de imgens, são representadas uma série de coisas que pensamos estarem esquecidas, que pensamos já não pensar, e no entanto, lá estão elas, guardadas no subconsciente...ou, também podem ser coisas que já não víamos ou lidávamos à algum tempo, e, tornaram a aparecer, esta súbita reaparição de coisas, pode levar a uma surpresa tal, que, mesmo inconscientemente, é guardado na única zona que nem nós conseguimos controlar.
*Isto foi-me dito pela Inês, pelo que se fosse a vocês, não me fiava.
"A porcaria da idade adulta chega sem avisar"
hoje vi um anúncio relativamente engraçado, era uma campanha p/ dar sangue; aparecia a selecção portuguesa de raguebi, todos o faziam, davam sangue. No fim surgia o slogan: "apoie a selecção, DÊ PLAQUETAS".
Belo, não? Nem por isso.
Outra coisa, há praí um texto com um certo título medonho ("acto de dormir"), nesse post do que queria mesmo falar, era de coisas que me vêem à cabeça enquanto estou aquela hora deitada na cama sem poder fazer nada, apenas à espera de adormecer, nunca me passou pela cabeça ser tempo perdido, antes pelo contrário, tanto que serviu para chegar à conclusão de que Roma é Amor ao contrário ("oh por amor de deus", sim, sei), depois lembrei-me do provérbio "todos os caminhos vão dar a roma".
Será que já os romanos, embora efectivamente, todos ou quase todos os caminhos fossem dar a roma, pensaram nisto? É só trocar as duas palavras. É...assim.
Depois, lembro-me, e isto é muito estranho, de ter descoberto uma solução infalível para os mendigos terem o maior dos sucessos de cada vez que pedissem...lembro-me muito vagamente que o segredo estava na posição de qualquer coisa, ou deles, ou do copo que seguravam... eh este texto começa a ficar cruel...e disparatado.
Relembrar e contar os pormenores dos sonhos é mesmo giro, já experimentaram? E há mesmo quem não tenha essa capacidade, verdade, sou sobredotada.
ah! E aqueles sonhos que temos no limiar do sono? Aqueles que acabam por ficar incertos, esquecidos? Espectáculo. E quando acordamos a meio do dito cujo e não nos conseguimos lembrar dele? Não é frustrante?
Há quem acredite que os sonhos reflectem o futuro*, até têm símbolos, por exemplo, a cobra é sinónimo de traição...Eu penso que os sonhos são uma estranha combinação do subconsciente onde através de imgens, são representadas uma série de coisas que pensamos estarem esquecidas, que pensamos já não pensar, e no entanto, lá estão elas, guardadas no subconsciente...ou, também podem ser coisas que já não víamos ou lidávamos à algum tempo, e, tornaram a aparecer, esta súbita reaparição de coisas, pode levar a uma surpresa tal, que, mesmo inconscientemente, é guardado na única zona que nem nós conseguimos controlar.
*Isto foi-me dito pela Inês, pelo que se fosse a vocês, não me fiava.
"A porcaria da idade adulta chega sem avisar"
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